Dor musculosquelética lombar e qualidade de vida em praticantes de musculação

Autores

  • André Alves Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal
  • Mariana Silva Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal
  • Ana Nascimento Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal
  • Lucimére Bohn Universidade Lusófona, Faculdade de Psicologia, Educação e Desporto, Porto; Faculdade de Desporto, CIAFEL, Universidade do Porto, Porto, Portugal
  • Leonor Miranda Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto, Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.786

Palavras-chave:

Lombalgia, qualidade de vida, musculação, participação ocupacional

Resumo

Introdução: A prática de musculação aparece ligada a benefícios para a saúde e bem-estar, mas também surge associada a queixas de dor musculoesquelética lombar (Scriven et al., 2004), podendo estas ter impacto na participação ocupacional e na qualidade de vida (QdV). A terapia ocupacional, tanto numa perspetiva de prevenção como de intervenção, visa a promoção da participação ocupacional e da qualidade de vida (Gomes et al., 2004). Objetivos: Comparar a Qualidade de vida (QdV) entre adultos praticantes de musculação com e sem queixas de dor lombar e, ainda, verificar se as variáveis, idade, IMC, sexo, duração do sono, hábitos tabágicos, bebidas alcoólicas e intensidade da dor lombar podem predizer o Domínio Físico da QdV, em praticantes de musculação. Material e Métodos: Estudo quantitativo analítico observacional transversal; a recolha de dados ocorreu através de um questionário online: WHOQOL-BREF e Questionário Nórdico-Musculoesquelético (QNM). Análise estatística com teste t student; Mann-Whitney; Qui-Quadrado ; regressão linear múltipla (stepwise). Resultados: A amostra (n = 80) é constituída principalmente pelo sexo feminino (80%), com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos. Verificou-se um número elevado de participantes com queixas de dor lombar e horas de sono abaixo do recomendado. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os scores da QdV dos participantes com e sem dores lombares (p > 0,05). A duração do sono (B=3,372; p = <,001) e a idade (B=0,341; p = 0,032) são preditores significativos do Domínio Físico da QdV (R² ajustado = 0,183). Conclusões: Não foram encontradas diferenças na QdV entre praticantes de musculação com e sem queixas de dores lombares. Verificou-se que a duração do sono e a idade contribuem significativamente para predizer o Domínio Físico da QdV em praticantes de musculação. Este estudo poderá chamar a atenção para o papel da terapia ocupacional na prevenção da dor lombar e higiene do sono em praticantes de musculação.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Dor musculosquelética lombar e qualidade de vida em praticantes de musculação. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 104-105. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.786

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