Fixadores na Microscopia Eletrónica de Transmissão: Uma Revisão Sistemática
DOI:
https://doi.org/10.51126/arhs8g46Palavras-chave:
Microscopia eletrónica de transmissão aplicada ao diagnóstico, fixadores químicos, preservação da morfologia celular, artefactos de fixaçãoResumo
Introdução: A microscopia eletrónica de transmissão (MET) é uma ferramenta indispensável no diagnóstico em Anatomia Patológica, permitindo a observação de alterações subcelulares não detetáveis por microscopia ótica ou de fluorescência. Contudo, a qualidade das imagens obtidas depende fortemente do protocolo de fixação adotado. A inexistência de um fixador universal torna essencial a investigação sistemática das alternativas disponíveis, com o objetivo de otimizar a preservação ultraestrutural e minimizar artefactos. Objetivos: Avaliar, através de uma revisão sistemática da literatura, a eficácia dos principais fixadores utilizados em MET na preservação da morfologia celular e subcelular, identificando os que oferecem melhor desempenho consoante o tipo de estrutura a preservar. Metodologia: Foi conduzida uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, com inclusão de artigos publicados entre 2000 e 2024. Foram selecionados 16 estudos com base em critérios de elegibilidade definidos segundo a metodologia PRISMA. Os fixadores mais frequentemente analisados foram o glutaraldeído, formaldeído, tetróxido de ósmio e permanganato de potássio. Resultados: A análise revelou que os fixadores apresentam eficácia diferenciada conforme o componente celular: o tetróxido de ósmio destaca-se na preservação de lípidos, o glutaraldeído e o formaldeído são eficazes na fixação de proteínas, enquanto o permanganato de potássio favorece a preservação das membranas. No entanto, todos os fixadores podem induzir artefactos ou distorções estruturais. A combinação de uma fixação primária com glutaraldeído seguida de pós-fixação com tetróxido de ósmio mostrou-se, de forma consistente, a mais eficaz na preservação geral da ultraestrutura celular e na obtenção de bom contraste. Conclusão: Não existe um fixador único aplicável a todos os contextos. A escolha deve ser criteriosa, considerando o tipo de tecido e os objetivos da análise. A padronização de protocolos poderá melhorar significativamente a reprodutibilidade dos resultados em MET, contribuindo para avanços nas áreas biomédicas e clínicas. As diferenças metodológicas entre os estudos limitam a generalização dos resultados, sendo recomendadas investigações futuras que comparem, de forma controlada, a eficácia de fixadores em tecidos específicos e explorem alternativas menos tóxicas e mais seletivas.
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