Biopoder e Corpos-Fronteira: Uma possível análise entre os conceitos de Michel Foucault e Achille Mbembe
DOI:
https://doi.org/10.51126/wmrsce32Palavras-chave:
Biopoder, Necropolítica, Corpos-fronteiraResumo
Introdução: O conceito de Biopoder, conforme delineado por Michel Foucault, caracteriza-se pela capacidade de “fazer viver e deixar morrer”, destacando-se pela gestão da vida por meio de tecnologias políticas que controlam corpos e populações. Achille Mbembe, por sua vez, ao abordar a Necropolítica, amplia essa compreensão ao introduzir os “Corpos- fronteira”, corpos que se tornam locais de tensão e violência, expostos a processos de morte contínua, segregados não apenas por fronteiras físicas, mas também simbólicas e afetivas. Objetivo: Identificar de que forma o Biopoder opera sob a lógica de “fazer viver e deixar”. Metodologia: A pesquisa é de natureza qualitativa documental, fundamentada através de uma revisão bibliográfica narrativa das obras de Michel Foucault e Achille Mbembe. Resultados: A análise revelou que o biopoder não se limita à gestão da vida, mas interage com práticas necropolíticas que transformam certos corpos em corpos-fronteira. Esses corpos frequentemente racializados e marginalizados, são alvo de políticas que os colocam em zonas de abandono e exposição à violência, configurando um fazer viver condicionado e um deixar morrer sistemático. Conclusões: Conclui-se que as políticas de saúde e segurança contemporâneas, ao serem permeadas pelo biopoder, produzem corpos-fronteira como resultado de uma articulação entre cuidado e abandono. Repensar práticas de saúde sob uma perspetiva anticolonial e antirracista torna-se, portanto, urgente para desconstruir essas dinâmicas de poder.
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