Radiocirurgia - Análise do State of The Art nas abordagens ao posicionamento e imobilização
DOI:
https://doi.org/10.51126/0kfa6e74Palavras-chave:
Radiocirurgia; Posicionamento; Imobilização; Lesões intracranianas; Acelerador LinearResumo
Introdução: A Radiocirurgia (RC) é uma modalidade terapêutica utilizada no tratamento de lesões intracranianas, caracterizada pela administração de doses ablativas, geralmente concentradas numa única sessão, com margens de tratamento reduzidas. Esta elevada precisão exige técnicas rigorosas de posicionamento e imobilização, mais exigentes do que as aplicadas na Radioterapia (RT) convencional. Objetivos: Analisar as diferentes estratégias de posicionamento e imobilização em RC, avaliando o conforto do doente, a precisão do tratamento, a compatibilidade com distintos equipamentos e o impacto dosimétrico. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, segundo a metodologia PRISMA, baseada em literatura científica publicada desde 2010. A pesquisa foi efetuada em motores de busca científicos, aplicando critérios de inclusão rigorosos e as palavras-chave: “Radiocirurgia”, “Posicionamento”, “Imobilização”, “Lesões intracranianas” e “Acelerador Linear”. Resultados: Os sistemas invasivos demonstram elevada precisão, estabilidade e fiabilidade dosimétrica, sendo preferidos quando é necessária uma localização extremamente rigorosa. Contudo, associam-se a maior desconforto e menor flexibilidade para tratamentos múltiplos. As abordagens não invasivas, por sua vez, oferecem maior conforto ao doente e permitem a execução da RC em Aceleradores Lineares (AL) para várias lesões. No entanto, exigem sistemas de monitorização rigorosa e controlo contínuo do movimento do doente e do volume de tratamento, de modo a manter a exatidão da administração da dose. Conclusões: A análise do state of the art demonstra que, a escolha entre abordagens invasivas e não invasivas, deve equilibrar a precisão do tratamento com o conforto do doente, sem comprometer a dosimetria. Conclui-se, ainda, a preponderante importância da existência de protocolos uniformizados e baseados em evidência científica, que assegurem práticas seguras, eficazes e centradas no doente.
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