Estimativa da idade pelos métodos de Demirjian e Willems: estudo preliminar na população portuguesa

Autores

  • Ana Margarida Navalho Oliveira TOXRUN – Unidade de Investigação em Toxicologia, Instituto Universitário de Ciências da Saúde, CESPU, CRL, Gandra, Portugal.
  • Alexandra Teixeira TOXRUN – Unidade de Investigação em Toxicologia, Instituto Universitário de Ciências da Saúde, CESPU, CRL, Gandra, Portugal.
  • Inês Morais Caldas TOXRUN – Unidade de Investigação em Toxicologia, Instituto Universitário de Ciências da Saúde, CESPU, CRL, Gandra, Portugal. Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, Portugal. CFE – Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra, Portugal.

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v4i3.473

Palavras-chave:

Identificação humana, Estimativa da idade, Idade dentária, Idade cronológica, Standards populacionais

Resumo

Introdução: Os métodos de Demirjian e Willems têm vindo a ser estudados em diferentes populações juvenis para avaliação da sua precisão e adequação a cada população, tendo em vista a estimativa da idade cronológica. Aparentemente, o método de Willems será mais adequado para a estimativa da idade em diferentes populações do que o método de Demirjian, que, apesar disso, é ainda o mais utilizado. Porém, até à data, esses estudos não existem na população portuguesa. Objetivos: Avaliar as diferenças na estimativa da idade cronológica com os métodos dentários de Demirjian e Willems, de modo a concluir qual deles é o mais adequado para a população portuguesa. Material e Métodos: Em 120 ortopantomografias de indivíduos portugueses, 64 do sexo feminino, 56 do sexo masculino, com idades entre os 6 e os 16 anos, classificou-se o estadio de maturação dos 7 primeiros dentes do terceiro quadrante e aplicaram-se os métodos de Demirjian e de Willems. Resultados: No sexo masculino, os dois métodos sobrestimaram a idade, com diferenças entre a idade estimada e a idade cronológica estatisticamente significativas. Já no sexo feminino, o método de Demirjian sobrestimou a idade, sendo a diferença estatisticamente significativa. O método de Willems subestimou a idade, sem significância estatística. Conclusões: Assim, se no sexo masculino não parece haver diferença no que concerne à escolha do método de estimativa da idade, no sexo feminino dever-se-á privilegiar a utilização do método de Willems.

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Publicado

2022-12-21

Como Citar

Navalho Oliveira, A. M., Teixeira, A., & Caldas, I. M. (2022). Estimativa da idade pelos métodos de Demirjian e Willems: estudo preliminar na população portuguesa. RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 4(3). https://doi.org/10.51126/revsalus.v4i3.473