Perfil epidemiológico dos casos de COVID-19 admitidos no Hospital Dr. Baptista de Sousa - São Vicente entre 2020-2021
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSup.593Palavras-chave:
COVID-19, perfil epidemiológico, SARS-CoV-2, HBS, Cabo VerdeResumo
Introdução: Em dezembro de 2019, uma pneumonia de etiologia desconhecida foi detetada em Wuhan, cidade da província de Hubei na China. Com isto, investigações feitas logo levaram ao isolamento e identificação de um novo coronavírus que foi designado de SARS-CoV-2 (Severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) (Adhikari et al., 2020). Este vírus rapidamente disseminou-se e ficou conhecido pelo mundo como causador da doença COVID -19, que se tornou pandémica (WHO, 2020). Por se tratar de uma doença recente e com o conhecimento ainda em construção, uma melhor análise do perfil epidemiológico dos acometidos por esta, sua evolução, bem como a forma como ela se dissemina e afeta determinado país, região ou população é um importante contributo para a elaboração de estratégias de mitigação e o planejamento de ações que auxiliam no combate à Covid-19. Objetivo: Assim, este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos casos de COVID -19 atentidos no Hospital Dr. Baptista de Sousa (HBS) em São Vicente entre 2020-2021. Metodologia: Para desenvolver esta investigação foi utilizada a metodologia quantitativa, descritiva, retrospetiva e transversal. A recolha das informações foi realizada tendo por base o arquivo do serviço de estatística do HBS. Resultados: No período analisado constaram 246 casos de COVID -19 hospitalizados, destes 80,9% foram dados como recuperados e 19,1% vieram a óbito. A maioria dos utentes hospitalizados foi do sexo masculino. A faixa etária mais afetada foi 55-64 anos, enquanto as que registraram maior número de óbitos encontravam-se na faixa etária acima dos 75 anos. As comorbidades que se tiveram maior registro entre os utentes foram a DM (Diabettes Mellitus) e a HTA (Hipertensão Arterial). Conclusão: Assim, ser do sexo masculino, idade avançada, e presença de comorbidades mostraram estar associados com a gravidade e pior prognóstico para Covid-19. Este estudo permitiu identificar a população mais vulnerável para ter pior diagnóstico da doença, contribuindo para adequar estratégias de mitigação no combate à doença.
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