Análise de casos de malária em gestantes atendidas no Hospital Municipal de Benguela
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSup.600Palavras-chave:
Malária, gestantes, diagnósticosResumo
Introdução: A malária é uma doença evitável e tratável que continua a ter um impacto devastador na saúde e nos meios de subsistência das pessoas em todo o mundo. A Região Africana da OMS continua a suportar o fardo mais pesado da malária. A infecção por malária durante a gravidez é um problema importante de saúde pública em regiões tropicais e subtropicais em todo o mundo. Todos os anos há pelo menos 30 milhões de mulheres grávidas em zonas maláricas da África, a maioria das quais reside em zonas de transmissão (Cunningham et al. 2019). Em Angola, a malária constitui um grave problema de saúde pública, actualmente, representando a primeira causa de mobimortalidade, absentismo laboral e escolar. No país, mais de três milhões de habitantes estão sob risco de contrair a doença, a qual lidera a lista de doenças endémicas nas 18 províncias, com possibilidade de surtos epidémicos em algumas delas (Chaves et al. 2018). Objetivos: Analisar os casos de malária em gestantes, atendidas no Hospital Municipal de Benguela de acordo a densidade parasitaria, faixa etária e proveniência durante o ano de 2021. Material e Métodos: Realizou-se um estudo retrospectivo de natureza descritiva com abordagem quantitativa. A população foi constituída por n=1197 gestantes encaminhadas para o laboratório de análises clínicas do Hospital Municipal de Benguela. Resultados: Nesta pesquisa, 80% (965) foram negativas e 20% (232) gestantes com diagnóstico positivo de malária, sendo que a faixa etária mais acometida pela doença é compreendida entre 21 a 30 anos de idade correspondendo á 50,9% (118) de casos. Em relação a densidade parasitária 99% (230) gestantes apresentaram baixa parasitemia, sendo que o maior número 43% (99) foram provenientes da Zona A. Já para alta parasitemia apenas 2 gestantes tiveram tal resultado, também foram provenientes da zona A. Conclusões: Conclui-se que a malária continua sendo um grande problema de saúde pública devido ao crescente número de casos. Mais da metade foram consideradas negativas, sendo que a menor proporção foi positiva, entre elas, maior parte apresentou baixa parasitemia e eram provenientes da zona A.
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