Análise da satisfação profissional dos Fisioterapeutas em Portugal após o período pandémico

Autores

  • Gustavo Desouzart Kinesiolab, Instituto Piaget de Viseu, Viseu; ESS Jean Piaget, Instituto Piaget de Viseu, Viseu, Portugal
  • Sarah Cardoso ESS Jean Piaget, Instituto Piaget de Viseu, Viseu, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.697

Palavras-chave:

Fisioterapia, satisfação profissional, formação profissional, atividade laboral

Resumo

Introdução: A satisfação profissional é um estado emocional resultante da interação de profissionais, das suas caraterísticas pessoais, valores e expectativas com o ambiente e a organização do trabalho. O impacto do trabalho nos profissionais, compreende as repercussões dos fatores relacionados ao trabalho sobre a saúde e o sentimento de bem-estar da equipa (Śliwiński et al, 2014). Nesta satisfação estão implícitas as atitudes, os comportamentos, os sentimentos e as emoções que cada individuo experiência num determinado momento. Ou seja, a satisfação no trabalho é algo que deriva de diversos fatores e o individuo que está satisfeito hoje não significa que seja um individuo satisfeito amanhã (Tomé & Desouzart, 2022). Objetivo: Avaliar a relação entre o tempo em que exerce a profissão e a satisfação com o trabalho de fisioterapeuta em Portugal. Metodologia: O presente estudo foi de caráter descritivo e correlacional. Para avaliação da satisfação profissional dos fisioterapeutas com critério de inclusão exercerem atividade profissional há mais de 6 meses e estarem no ativo, em todo contexto clínico, onde foi criado um questionário online a partir do questionário “Satisfação no Trabalho” (Vieira, 2012), composto por 19 itens organizados em três dimensões: satisfação com o conteúdo do trabalho, satisfação com as compensações do trabalho e satisfação com as relações no trabalho. Resultados: No presente estudo foram inquiridos 111 fisioterapeutas com idade média de 33,54 ±8,326 anos (entre 22 e 57 anos), sendo maioritariamente (63,1%) do género feminino, com formação académica mais representativa a licenciatura (49,5%, N=55), seguido de mestrado (26,1%, N=29). Foi verificado que os anos que exercem a profissão estava correlacionada negativamente com a satisfação, na adequação entre formação e atividades desempenhadas (r=-,263; p=0,005), realização profissional (r=-,201; p=0,034), remuneração recebida (r=-,203; p=0,033), estabilidade no trabalho (r=-,373; p=0,000), possibilidade de se sustentar economicamente de forma autónoma (r=-,329; p=0,033) e autonomia de que dispunham (r=-,202; p=0,034). Conclusão: Deste modo, permite concluir que quantos mais anos de serviço o profissional fisioterapeuta possui, menor é a sua satisfação na adequação entre a formação e as atividades desempenhadas, realização profissional, remuneração recebida, estabilidade no trabalho, possibilidade de se sustentar autonomamente e autonomia que dispunham no trabalho.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Análise da satisfação profissional dos Fisioterapeutas em Portugal após o período pandémico. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 37. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.697

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