Impacto das caraterísticas clínicas e sociodemográficas na distribuição de pressões, em sedestação, em indivíduos com lesão medular

Autores

  • Sara Buisson Escola Superior de Saúde - Politécnico do Porto, Porto, Portugal
  • Carlos Almeida Escola Superior de Saúde - Politécnico do Porto, Porto; Centro de Reabilitação do Norte, Centro Hospitalar V.N. Gaia - Espinho, Vila Nova de Gaia, Portugal
  • Nuno Machado Invacare, Leça do Balio, Portugal
  • Ângela Fernandes Escola Superior de Saúde - Politécnico do Porto, Porto; CIR - Centro de Investigação em Reabilitação, Escola Superior de Saúde - Politécnico do Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.783

Palavras-chave:

Lesão medular, distribuição de pressões, sedestação

Resumo

Mundialmente, cerca de 75% dos utilizadores de cadeira de rodas (CR) são indivíduos com lesão medular (LM). A perda da capacidade de sentir dor ou pressão excessiva faz com que a realização de ajustes para alívio da pressão sejam escassos (Groah et al., 2015; Nadzri et al., 2021). No entanto, segundo a investigação atual, os fatores sociodemográficos e clínicos têm maior influência no aparecimento das úlceras de pressão, em comparação com os fatores comportamentais, como alívio de pressão e reposicionamentos (Tsuji et al., 2022). Objetivo: Avaliar a associação entre as caraterísticas clínicas e sociodemográficas na distribuição de pressões, em sedestação, na posição estática, em indivíduos com lesão medular, com recurso a um sistema de mapeamento de pressões. Material e Métodos: Realizou-se um estudo observacional analítico, com uma amostra de 20 participantes, obtida por conveniência. Para a obtenção de dados foram aplicados um questionário sociodemográfico, Escala de Braden, Modified Functional Reach Test, Medida de Independência Funcional e um mapa de pressões associado ao software BodiTrak 2 Lite. Os resultados foram tratados através do software Statistical Package for the Social Sciences 28.0. Resultados: Os resultados mostram uma correlação significativa, da área de contacto e do índice de dispersão com o índice de massa corporal (IMC) (r=0,597; p=0,005 e r=-0,605; p=0,005, respetivamente). Além disso, a área de contacto é significativamente maior na lesão não-traumática (p=0,004) e o índice de dispersão é significativamente mais elevado no género masculino (p=0,024) e na lesão traumática (p=0,025). O coeficiente de variância (CoV) apresenta diferenças significativas entre género (p=0,019) e severidade de lesão (p=0,043). Conclusão: Nos indivíduos com lesão medular, o IMC, o género, o tipo de lesão e a severidade da lesão são variáveis com impacto significativo na distribuição de pressões nas regiões sagradas e isquiáticas, em sedestação.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Impacto das caraterísticas clínicas e sociodemográficas na distribuição de pressões, em sedestação, em indivíduos com lesão medular. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 102-103. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.783

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