Estratégias em Farmácia Comunitária para a toma segura de medicamentos em idosos – Revisão Sistemática
DOI:
https://doi.org/10.51126/95hgta33Palavras-chave:
Estratégias; Farmácia Comunitária; Idosos; Uso Seguro do MedicamentoResumo
Introdução: A população está a envelhecer e Portugal destaca-se como um dos países mais velhos da União Europeia, com um elevado índice de envelhecimento (Rochon et al., 2021). O envelhecimento leva a alterações fisiológicas que afetam a saúde e a farmacocinética (Höchel, 2019). Em Portugal, 36,9% dos idosos são polimedicados (Pazan & Wehling, 2021). Objetivos: Identificar as estratégias que a Farmácia Comunitária tem vindo a desenvolver para promover a segurança na toma da medicação pelos idosos. Material e Métodos: Revisão sistemática, segundo o protocolo PRISMA, registado no PROSPERO e análise qualitativa dos artigos de acordo com a Checklist for Systematic Review and Research Syntheses (JBI). Resultados: As estratégias promovidas pelas farmácias dividem-se em internas e externas. As estratégias internas englobam ações relacionadas aos profissionais e à estrutura da farmácia. Entre elas destacam-se: o reforço da comunicação com os utentes (17,67%), a formação contínua dos profissionais para um atendimento personalizado e vigilância farmacológica, e a colaboração interdisciplinar entre profissionais de saúde (17,6%), que permite um acompanhamento mais eficaz do tratamento. Os programas de educação para idosos, presentes em 52,94% dos estudos, visam aumentar a literacia em saúde e a segurança na toma de medicamentos. Também se evidenciam melhorias no espaço físico da farmácia (criação de áreas de consulta), serviços de entrega ao domicílio e sistemas de dispensa monitorizada, que facilitam o cumprimento terapêutico. As estratégias externas concentram-se no idoso e nos medicamentos. A criação de dispositivos ou tecnologias de apoio (38,2%), como lembretes, pictogramas ou caixas de medicação, ajuda na adesão ao tratamento. Contudo, a medida mais frequente (88,24%) foi a revisão da medicação, permitindo identificar interações, duplicações ou erros terapêuticos. Por fim, alterações nas embalagens (mais legíveis e fáceis de abrir) também contribuem para o uso seguro medicamentos. Conclusões: Em suma as estratégias incluem formação contínua dos profissionais farmacêuticos, ações de literacia em saúde para aumentar o conhecimento dos idosos e serviços de revisão da medicação para prevenir erros e otimizar terapias. Estas medidas visam promover o uso seguro dos medicamentos, sobretudo em idosos polimedicados, melhorando a adesão e o acompanhamento terapêutico.
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 RevSALUS - Revista Científica Internacional da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.







Endereço e contactos: