Sociocracia 3.0: Um modelo de agilidade e resiliência aplicado ao núcleo académico da Terapia Ocupacional da RACS

Autores

  • Sílvia Martins Escola Superior de Saúde do Alcoitão (SCML/ESSAlcoitão), Alcoitão, Portugal
  • Nuno Moreira Escola Superior de Saúde do Alcoitão (SCML/ESSAlcoitão), Alcoitão, Portugal
  • Ângelo Maiela Instituto Superior de Ciências de Saúde (ISCISA), Maputo, Moçambique
  • Elisabete Roldão Center for Innovative Care and Health Technology; Escola Superior de Saúde do Politécnico de Leiria, Portugal
  • Mónica Braúna Costa Center for Innovative Care and Health Technology; Escola Superior de Saúde do Politécnico de Leiria, Portugal
  • Joaquim Faias Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto (ESS|P.Porto), Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.722

Palavras-chave:

Sociocracia, Núcleo Académico de Terapia Ocupacional, governança, sustentabilidade e participação

Resumo

Introdução: No processo de reativação do Núcleo Académico de Terapia Ocupacional (NATO) da Rede Académica das Ciências da Saúde da Lusofonia (RACS), identificou-se a necessidade de um modelo de governança sustentável, que permitisse a manutenção da motivação e envolvimento dos seus membros, ao longo do tempo. Num núcleo académico (NA) que se pretende inclusivo e potenciador da diversidade dos seus elementos, estabeleceram-se critérios para este modelo como, gestão participativa, canais de comunicação claros, equidade e transparência nos processos de tomada de decisão e autonomia dos grupos de trabalho. A Sociocracia 3.0 (S3) foi escolhida como a tecnologia social adequada, para atender a estes critérios e permite navegar a complexidade, facilitar a colaboração e construir de organizações ágeis e resilientes (Priest, Bockelbrink, David, 2022; Czekaj, Walczak, Ziębicki, 2020). Objetivos: Analisar o processo de implementação de um modelo de governança e tomada de decisão para o funcionamento do NATO. Metodologia: Após selecionar a tecnologia social S3, identificaram-se ferramentas adequadas que não sobrecarregassem o sistema e as tarefas, optando-se por uma implementação faseada das mesmas. Inicialmente, criou-se um fluxograma para a comunicação e tomada de decisão nos grupos de trabalho e entre estes e os órgãos do NATO/RACS e incluíram-se check-in e check-out nas reuniões. Numa segunda fase, elaborou-se uma carta de princípios para orientar todas as ações do NATO. Estas abordagens envolveram todos os elementos de forma significativa. Resultados: Nesse processo, o NATO cresceu para 23 elementos de 5 instituições (4 de Portugal e 1 de Moçambique). Foram realizadas 9 reuniões gerais do NA, com uma média de 14 participantes. Organizaram-se duas Conferências Lusófonas de Terapia Ocupacional, participou-se em todas as reuniões internacionais da RACS e o NATO esteve representado em todas as reuniões com a comissão coordenadora dos núcleos académicos da RACS. No âmbito do NATO foram publicados 15 artigos e um suplemento na revista RevSALUS, respeitante à 1ªCLTO, com 28 publicações. Conclusões: Este modelo de trabalho permitiu interagir com os diversos órgãos de decisão e gestão da RACS, garantindo a participação equitativa, liberdade de expressão, transparência e sustentabilidade. Acreditamos que a implementação deste modelo teve um impacto significativo nos resultados alcançados no NATO.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Sociocracia 3.0: Um modelo de agilidade e resiliência aplicado ao núcleo académico da Terapia Ocupacional da RACS. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 55. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.722

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