Função respiratória e capacidade funcional submáxima em pacientes com cardiopatia chagásica crônica com e sem insuficiência cardíaca

Autores

  • Clara Pinto Diniz Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas, Instituto Nacional de Infectologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil
  • Patrício Braz da Silva Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas, Instituto Nacional de Infectologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil
  • Mauro Felippe Felix Mediano Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas, Instituto Nacional de Infectologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil
  • Fernanda de Souza Nogueira Sardinha Mendes Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas, Instituto Nacional de Infectologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil
  • Andréa Silvestre de Sousa Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas, Instituto Nacional de Infectologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil
  • Flávia Mazzoli-Rocha Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas, Instituto Nacional de Infectologia, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.768

Palavras-chave:

Cardiopatia chagásica crônica, espirometria, capacidade funcional submáxima

Resumo

Introdução: A cardiopatia chagásica crônica (CCC) pode acometer cerca de 30% dos indivíduos infectados pelo Trypanosoma cruzi, tanto na fase aguda quanto na forma indeterminada da doença de Chagas (Chadalawada et al., 2020). Com a evolução da CCC e presença de insuficiência cardíaca (IC), os indivíduos podem evoluir com declínio de força muscular inspiratória, função pulmonar e capacidade funcional (Baião et al., 2013), sendo esse último considerado um importante indicador de piora no prognóstico na CCC (Costa et al., 2018). Objetivo: Comparar a função respiratória e capacidade funcional submáxima em pacientes com CCC na presença e ausência de IC. Material e Métodos: Trata-se de estudo observacional, transversal, incluindo 30 pacientes adultos com CCC, ambos os sexos, acompanhados regularmente em um ambulatório de referência para doenças infecciosas. Foram divididos em dois grupos: Grupo AB, nos estágios A e B, sem IC (n=28), e Grupo C, estágio C, com IC (n=27). Foram submetidos à avaliação da função respiratória pela espirometria [capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), relação VEF1/CVF, fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% (FEF25-75%) e ventilação voluntária máxima (VVM)] e da capacidade funcional submáxima pelo teste de degrau de seis minutos (TD6) [ciclo de subidas e descidas (CSD)]. O teste de Mann-Whitney foi utilizado para comparação entre os grupos. Associação da função respiratória e da capacidade funcional submáxima com IC foi analisada pela regressão linear. O nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. Resultados: No Grupo C, que apresentou padrão restritivo, observou-se baixos percentuais dos valores preditos de CVF, VEF1, FEF25-75% e VVM em relação ao grupo AB. Não foram observadas diferenças significativas nas variáveis do TD6 entre os grupos. Os valores percentuais preditos de CVF, VEF1, FEF25-75%, MVV e CSD foram negativamente associados à presença de IC. Conclusão: Este estudo mostrou que a IC de origem chagásica apresenta valores espirométricos compatíveis com padrão pulmonar restritivo, estando reduzidos em relação à cardiopatia chagásica sem IC. Adicionalmente, a presença de IC na CCC mostrou estar relacionada à redução de variáveis espirométricas inspiratórias e expiratórias, bem como a redução da capacidade funcional submáxima obtido pelo TD6.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Função respiratória e capacidade funcional submáxima em pacientes com cardiopatia chagásica crônica com e sem insuficiência cardíaca. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 89-90. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.768

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