Fatores associados à hesitação vacinal na população angolana
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v7i3.940Palavras-chave:
Saúde pública, população angolana, imunização, cobertura vacinal, determinantes sociais de saúde, hesitaçãoResumo
A hesitação vacinal é um problema de saúde pública. O objetivo foi determinar os fatores associados à hesitação vacinal na população angolana. Realizou-se um estudo observacional, analítico, prospetivo e transversal, com uma amostra probabilística de 1066 habitantes em 9 províncias e 78 municípios. Participaram 485 crianças menores de 5 anos, sendo os pais as unidades de informação, e 581 adultos. Critérios de inclusão: atendimento nos postos de vacinação durante o período do estudo e aceitação voluntária. Aplicou-se um questionário para cada grupo, com fiabilidade acima de 60%. A variável principal “considera importante a vacinação”, dividiu cada grupo em dois. As unidades de estudo foram caracterizadas através de frequência absoluta, percentagem, média e desvio padrão. Utilizou-se o teste do qui-quadrado e o Odds Ratio (OR) como medidas de associação e de risco. Resultados: No grupo das crianças, treze variáveis foram identificadas como fatores de risco para recusar a vacina, destacando-se como o maior risco a variável “considerar as vacinas seguras” (OR=11,51, p=0.000), enquanto duas se mostraram protetoras, como “às vezes não há vacinas disponíveis”. Entre os adultos, nove variáveis foram classificadas como fatores de risco, com destaque para a “satisfação com o serviço de saúde” (OR=6,8), além de duas variáveis protetoras, como “distância ao centro de saúde”. Conclusões: A vacinação em crianças e adultos mostrou que os fatores que diminuem a hesitação vacinal são a satisfação com o serviço sanitário e a confiança nos profissionais de saúde, embora nem sempre estivesse disponível a vacina reforça a ideia de existir a hesitação.
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