Fatores que influenciam a não adesão das mulheres grávidas à consulta de vigilância pré-natal

Autores

  • Maria Madalena Nandundulã Sachilombo Centro de Formação em Saúde (CFS) da Clínica Multiperfil, Luanda, Angola.
  • Maurício da Costa Instituto de Educação Física e Desportos da Universidade Agostinho Neto (IEFD-UAN), Luanda, Angola; Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Agostinho Neto (ICISA-UAN), Luanda, Angola.
  • Edson Kuatelela Cassinela Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), Angola.
  • Euclides Nenga Manuel Sacomboio Centro de Formação em Saúde (CFS) da Clínica Multiperfil, Luanda, Angola; Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Agostinho Neto (ICISA-UAN), Luanda, Angola.

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSup.534

Palavras-chave:

Fatores, pré-natal, adesão, puerpério

Resumo

Introdução: Evidências do plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário de Angola (2012-2025) referem que a cobertura da consulta de vigilância pré-natal Nacional está em 69%, o que evidencia a baixa cobertura deste serviço, facto que influenciou a entidade estatal a estabelecer a meta de aumentar para 90% esta cobertura no período entre 2012-2025. Objetivo: Analisar os fatores que influenciam a não adesão das grávidas à consulta de vigilância pré-natal. Materiais e Método: Estudo, analítico, transversal retrospetivo com abordagem quantitativa em 81 puérperas atendidas num centro de materno-infantil da província do Huambo. Resultados: das 81 puérperas estudadas, a maioria tinha idade entre 21-30 anos (49,3%), casadas (58.0%), residente em zonas urbana (51,8%), domésticas (27,1%), com renda familiar <50.000 (79%), multigestas (79.1%), não planeou a gravidez (71.6%), não tiveram complicações durante a gravidez (55.5%) e recebiam apoio familiar (58,0%). Constatou-se que as variáveis sociodemográficas como escolaridade; condição económicas como o local de residência e a renda familiar; pessoais como complicações na gravidez e apoio familiar tiveram relação estatisticamente significativa com a adesão às consultas (P<0,05), enquanto que as variáveis sociodemográficas como faixa etária e estado civil; económicas como a ocupação e pessoais como o número de gestação e o planeamento na gravidez, não mostraram associação estatisticamente significativa com a adesão às consultas pré-natais (P>0,05). Conclusão: Os fatores associados à baixa adesão às consultas precisam ser trabalhados e exploradas pelo ministério da saúde e pelas equipas multidisciplinares para melhorar assistência materno-infantil em Angola.

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Publicado

2023-06-30

Como Citar

Fatores que influenciam a não adesão das mulheres grávidas à consulta de vigilância pré-natal. (2023). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Sup), 26. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSup.534

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