Validação de uma intervenção educacional em enfermagem para promover a adaptação dos sobreviventes

Autores

  • Tiago Peixoto Centro Hospitalar Universitário de Santo António, Porto; Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, Portugal
  • Nuno Peixoto Centro Hospitalar Universitário de Santo António, Porto; Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.749

Palavras-chave:

Enfermagem, neoplasias, sobrevivência, adaptação psicológica, educação em saúde

Resumo

Introdução: Os sobreviventes de cancro, depois de completarem os tratamentos, continuam a experienciar efeitos, que podem manter-se por longos períodos de tempo, relacionados com a doença, os tratamentos, a adaptação à nova condição, a redefinição dos papéis e o medo da recidiva. Estes efeitos representam um grande desafio para os sistemas de saúde, que devem garantir o acompanhamento desta população, considerando não só o número de anos vividos após o diagnóstico, mas também a qualidade de vida associada a esses anos. Objetivos: Este estudo pretende validar a estrutura e o conteúdo de uma intervenção educacional em enfermagem para promover a adaptação dos sobreviventes de cancro. Material e Métodos: Foi desenhado um estudo qualitativo descritivo, com recurso à técnica e-Delphi modificada. A opção por este método relaciona-se a facilidade de utilização, a interatividade, a rentabilidade de tempo e recursos, a simplicidade do tratamento dos dados e, ainda, a garantia do anonimato dos participantes. Todos os participantes eram Enfermeiros com título de enfermeiro especialista e preenchiam um conjunto de critérios de inclusão previamente definidos. Resultados: Um conjunto de 27 peritos validaram a inclusão de 33 itens relativos à estrutura e 177 itens relativos ao conteúdo. Em todas as rondas contamos com mais de 50% de participação dos peritos, e este aspeto era um dos critérios previamente definidos para se considerar o consenso. Os dados obtidos permitem inferir que a intervenção educacional deve ser realizada individualmente (possibilitando ao sobrevivente a integração de um familiar significativo) e em grupo, com um planeamento distribuído por cinco a oito sessões, e incidir sobretudos nos domínios: Adaptação, Atitude/Coping, Emoção/Ansiedade e Recursos. Conclusões: Foi possível conhecer a existência de um elevado número de intervenções autónomas de enfermagem, válidas e consensuais entre peritos, passíveis de serem integradas nos cuidados ao sobrevivente de cancro, o que reforça a importância do papel do enfermeiro nesta fase da doença. Os resultados serão úteis para viabilizar a avaliação da aplicabilidade e aceitabilidade, assim como a avaliação da eficácia da intervenção educacional em desenvolvimento e isto pode ser realizado através da concretização de um estudo piloto e, posteriormente, de um estudo randomizado controlado.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Validação de uma intervenção educacional em enfermagem para promover a adaptação dos sobreviventes. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 74-75. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.749

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