Prevalência das lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho nos profissionais de saúde numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados

Autores

  • Júnia Costa Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, ílhavo; Escola Superior de Saúde de Santa Maria, Porto, Portugal
  • Virgínia Prazeres Centro Hospitalar Universitário de Santo António, Porto, Portugal
  • Tânia Rodrigues Escola Superior de Saúde de Santa Maria, Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.756

Palavras-chave:

Doenças musculosqueléticas, profissionais de saúde, saúde ocupacional, enfermagem em reabilitação

Resumo

Introdução: As Lesões Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT) são o problema de saúde mais comum na União Europeia, provocando uma sobrecarga de custos para os profissionais de saúde, organizações e sociedade (Kok et al., 2019; Davis et al., 2021). Os profissionais de saúde são o grupo mais exposto a estas lesões (WHO, 2023) que surgem ou se agravam, principalmente, pela adoção de más práticas na execução de movimentos erróneos ligados ao exercício da atividade profissional, bem como pelo ambiente organizacional (EU-OSHA, 2023). Assim, o desenvolvimento de intervenções, nomeadamente, pelo Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação que possui competências e conhecimento sobre prevenção, reabilitação e reinserção do profissional no seu local de trabalho, torna-se essencial. Objetivos: Avaliar os sintomas músculo-esqueléticos dos profissionais de saúde de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados. Material e Métodos: Estudo quantitativo, transversal e descritivo, realizado numa amostra não probabilística por conveniência, constituída por 41 profissionais de saúde (19 enfermeiros e 22 auxiliares de ação médica) de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados. O instrumento de avaliação utilizado foi o Questionário Nórdico Musculoesquelético. Resultados: A amostra é maioritariamente feminina (90,2%) a média de idades é de 38,7 anos, 80,5% consultou um médico nos últimos 12 meses e 34,1% tem diagnóstico de LMERT (40,9% AAM e 22,7% enfermeiros). As áreas corporais com maior prevalência de sintomatologia músculo-esquelética nos últimos 12 meses foram: os ombros (enfermeiros 94,7% e AAM 90,9%), o pescoço (enfermeiros 89,5% e AAM 86,4%) e a região lombar (enfermeiros 84,2% e AAM 72,7%). Conclusões: As LMERT são prevalentes nos profissionais de saúde, tornando-se imperativo definir e implementar estratégias de prevenção. Sugerimos o desenvolvimento de mais estudos que enfoquem os diferentes profissionais de saúde em diferentes contextos. Como limitações, apontamos o tamanho da amostra, bem como a aplicação num local único. Como implicações para a prática destaca-se o Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação na implementação de ginástica laboral, na formação dos profissionais e na reabilitação, desenvolvendo em conjunto com o gestor e o trabalhador estratégias proactivas que permitam manter ou restaurar a capacidade de trabalho, bem como a conjugação da avaliação dos riscos.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Prevalência das lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho nos profissionais de saúde numa Unidade de Cuidados Continuados Integrados. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 80. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.756

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