Atitudes dos profissionais de saúde portugueses face ao álcool e às pessoas com consumo problemático

Autores

  • Paulo Seabra Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, CIDNUR, Lisboa, Portugal
  • Inês Nunes Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, CIDNUR, Lisboa, Portugal
  • Vanessa Silva Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, CIDNUR, Lisboa; ASFE SAÚDE – Unidade de Cuidados Paliativos, Mafra, Portugal
  • Olga Valentim Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, CIDNUR, Lisboa, Portugal
  • Lara Pinho Departamento de Enfermagem da Universidade de Évora, Évora, Portugal
  • Lídia Moutinho Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, CIDNUR, Lisboa, Portugal
  • Alice Curado Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, CIDNUR, Lisboa, Portugal
  • Divane de Vargas Comprehensive Health Research Centre (CHRC), Évora, Portugal; Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.712

Palavras-chave:

Transtornos relacionados ao uso de álcool, conhecimentos, atitudes e práticas em saúde, autoeficácia, profissionais de saúde

Resumo

Introdução: A problemática do álcool e o seu impacto nas sociedades tem merecido cada vez mais atenção pelos decisores políticos e organizações de saúde. Os profissionais de saúde, como a população em geral, constroem significados e desenvolvem comportamentos e atitudes em relação ao álcool e às pessoas com consumos problemáticos, que influenciam a sua prática profissional e impactam a relação com as pessoas (Crothers et al., 2011). Contudo, as atitudes e comportamentos dos profissionais de saúde em Portugal não estão ainda descritas. Objetivos: Caracterizar as atitudes dos profissionais de saúde portugueses face ao álcool, ao seu consumo, e na relação com pessoas com consumo problemático. Material e Métodos: Estudo descritivo, correlacional, transversal e quantitativo, realizado em 2021. Parecer positivo pela Comissão de Ética da ARSLVT (1903/CES/2021). Utilizada a Escala de atitudes face ao álcool, aos problemas ligados ao álcool e às pessoas com perturbação por consumo de álcool – EAFAA-PT (Seabra et. al., 2022ª; Seabra et. al., 2022b), com 471 profissionais (médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais) que responderam a um questionário. Resultados: Participantes com idade média de 44.7 anos (DP=11.5), 80.5% mulheres. Maioritariamente enfermeiros (53.1%) e médicos (30.6%), com média de 20.5 anos (DP=11.2) de prática profissional. Da amostra, 71.2% têm experiência profissional com pessoas com consumo problemático de álcool, 24.5% nunca tiveram acesso a formação académica sobre a temática e 57.9% nunca tiveram formação em serviço. 45.2% têm familiares com consumo problemático. 30.1% demonstram atitudes negativas, sendo os enfermeiros aqueles com atitudes menos positivas e os psicólogos aqueles com atitudes mais positivas. Não se identificam diferenças face ao sexo ou tempo de prática profissional. Quanto maior a idade, mais negativas são as atitudes (r=-0.105; p<0.015). Aqueles que não cuidam de pessoas com consumo de álcool têm atitudes mais negativas (Wt(331)=-4.182; p<0.001). Conclusões: Os profissionais de saúde portugueses apresentam, de uma forma global, atitudes positivas. Contudo, mais de um quarto demonstra atitudes negativas, com destaque para os enfermeiros. Não se encontraram diferenças nas atitudes entre aqueles que têm familiares com consumo problemático de álcool e os que não têm. É necessária mais investigação para compreender os fatores preditores das atitudes negativas face ao álcool.

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Atitudes dos profissionais de saúde portugueses face ao álcool e às pessoas com consumo problemático. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 48. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.712

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