O efeito da k-tape no equilíbrio, na propriocepção e na estabilidade do tornozelo

Autores

  • Anthonyn Larbre CICS, ISAVE – Instituto Superior de Saúde, Amares, Portugal
  • Léa Carvalho CICS, ISAVE – Instituto Superior de Saúde, Amares, Portugal
  • Sarah Cardoso CICS, ISAVE – Instituto Superior de Saúde, Amares, Portugal
  • Marie Donati CICS, ISAVE – Instituto Superior de Saúde, Amares, Portugal
  • Maria Martins CICS, ISAVE – Instituto Superior de Saúde, Amares, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/r5sbym78

Palavras-chave:

Tornozelo; K-tape; estabilidade; propriocepção

Resumo

Introdução: As entorses do tornozelo constituem uma das lesões mais comuns no desporto, frequentemente associadas a dor persistente, instabilidade funcional e risco elevado de recidiva. Estima-se que até 40% dos indivíduos desenvolvam instabilidade crónica após um primeiro episódio, comprometendo a qualidade de vida e aumentando a probabilidade de artrose precoce. Neste contexto, o Kinesio Taping® (K-tape) tem vindo a ser explorado como recurso complementar de reabilitação, pela sua capacidade de estimular os receptores cutâneos, promover o feedback sensorial e facilitar o controlo postural. Contudo, a evidência científica relativamente à sua eficácia permanece inconclusiva. Objetivo: Avaliar os efeitos imediatos do K-tape na estabilidade dinâmica, propriocepção e equilíbrio postural do tornozelo, comparando o seu impacto com uma intervenção placebo. Material e Métodos: Realizou-se um ensaio clínico randomizado, controlado e em simples-cego, com 41 estudantes (18 homens; 23 mulheres, 18-26 anos). Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: experimental (K-tape, n=21) e placebo (n=20). O desempenho foi avaliado através do Modified Star Excursion Balance Test (mSEBT), antes e após a aplicação da fita. A análise estatística foi efetuada no SPSS 29.0, utilizando testes não paramétricos (Wilcoxon e Mann-Whitney). Resultados: No grupo K-tape, verificou-se uma melhoria estatisticamente significativa nas direções esquerda (p=0,043) e direita (p=0,041) do mSEBT, não havendo diferenças relevantes na direção anterior. O grupo placebo evidenciou apenas um aumento significativo na direção anterior (p=0,032), atribuível possivelmente ao efeito de aprendizagem. Em participantes com antecedentes de entorse, não se observaram diferenças objetivas significativas entre grupos; contudo, o grupo K-tape reportou uma perceção subjetiva de maior estabilidade (p=0,017). Conclusão: Os resultados sugerem que o K-tape pode potenciar a estabilidade dinâmica do tornozelo, sobretudo em movimentos laterais, e aumentar a perceção de segurança motora em indivíduos com antecedentes de entorse. Apesar da ausência de melhorias expressivas em todas as variáveis, o K-tape demonstra ser um recurso complementar útil na reabilitação e prevenção de recidivas, particularmente quando associado a programas de exercício direcionados. Futuras investigações deverão explorar os seus efeitos a médio e longo prazo, em populações mais diversificadas e contextos desportivos exigentes.

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Publicado

2026-03-19

Como Citar

O efeito da k-tape no equilíbrio, na propriocepção e na estabilidade do tornozelo. (2026). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 8(Sup). https://doi.org/10.51126/r5sbym78

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