Biomarcadores para a progressão da Degenerescência macular da idade: alterações vasculares e neurodegeneração (IPL/2022/MetAllAMD_ESTeSL)

Autores

  • Inês Costa Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa, Portugal
  • Ana Carvalho Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa, Portugal
  • Helton Andrade Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa, Portugal
  • Bruno Pereira Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa; Instituto de Retina de Lisboa, IRL, Lisboa; iNOVA4Health, NOVA Medical School, Faculdade de Ciências Médicas, NMS, FCM, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal
  • Pedro Camacho Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa; iNOVA4Health, NOVA Medical School, Faculdade de Ciências Médicas, NMS, FCM, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa; H&TRC-Health & Technology Research Center, ESTeSL Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Instituto Politécnico de Lisboa, Lisboa, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.734

Palavras-chave:

Degenerescência macular da idade, coroide, atrofia geográfica, neovascularização coroideia, SD-OCT

Resumo

Introdução: A Degenerescência Macular da Idade (DMI), considerada a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 50 anos,(Congdon, 2004) atinge perto de 67 milhões de europeus e pode atingir um impacto económico superior aos 100 milhões de euros anuais.(Li et al., 2020) O envolvimento do fluxo da coroide, pela acumulação de lipofuscina no EPR, (Koh et al., 2017) e possível repercussão nas camadas internas da retina (Yenice et al., 2015; Zucchiatti et al., 2015) reforça a necessidade de conhecer melhor esta patologia e os possíveis biomarcadores para minimizar este problema de saúde pública. Objetivos: Quantificar e comparar as alterações de espessura do complexo das células ganglionares (CCG) e da coroide em participantes com diferentes padrões de progressão de DMI. Material e Métodos: Análise retrospetiva longitudinal de participantes com idade superior a 49 anos e diagnóstico confirmado de DMI inicial/intermédia em pelo menos um olho (sem evidência de DMI avançada). Os 64 participantes selecionados através da base de dados do Instituto de Retina de Lisboa (IPL/2022/MetAllAMD_ESTeSL) foram divididos em 4 grupos de acordo com a classificação de Roterdão para a DMI. A tomografia de coerência ótica de domínio espetral (SD-OCT) permitiu avaliar e quantificar a espessura do CCG e da coroide em dois momentos temporais (primeira visita vs. última visita) com um intervalo mínimo de 3 anos. Os dados recolhidos foram analisados através do Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS 27). Resultados: No anel interno do CCG, verificou-se uma espessura reduzida (p=0,001) no grupo DMI atrófica (51,3±21,4 µm) em comparação com os grupos DMI precoce (84,3±11,5 µm), DMI intermédia (77,6±16,1 µm) e DMI neovascular (88,9±16,3 µm). Na quantificação da espessura da coroide verificou-se uma redução generalizada no anel central (p=0,002) e no anel interno (p=0,001). Conclusões: O comprometimento neurodegenerativo (CCG) ou vascular (coroide) encontrado nos grupos de DMI intermédia e atrófica podem constituir importantes indicadores de risco de progressão da doença nas fases iniciais e intermédia, mas também sobre o possível padrão de evolução para fases avançadas (atrófica ou neovascular).

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Biomarcadores para a progressão da Degenerescência macular da idade: alterações vasculares e neurodegeneração (IPL/2022/MetAllAMD_ESTeSL). (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 63-64. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.734

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