Fisioterapia aquática centrada na pessoa maior de 60 anos com incapacidade funcional do membro superior

Autores

  • Maria Graça Escola Superior Saúde Norte CVP, Oliveira de Azeméis, Portugal
  • Ana Henriques Corpus Salut, Ovar, Portugal
  • Joaquim Alvarelhão Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal
  • Rui Costa Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal
  • Ricardo Fernandes Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Porto, Portugal
  • Andrea Ribeiro ISAVE - Instituto Superior de Saúde, Amares, Portugal
  • Daniel Daly Universidade Católica de Leuven, Leuven, Bélgica
  • João Paulo Vilas-Boas Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Porto, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.710

Palavras-chave:

Controle motor, fatores preditivos, fisioterapia aquática

Resumo

Introdução: A fisioterapia aquática (FA) parece ser uma forma eficaz de desenvolver força, equilíbrio, mobilidade, assim como promover o alívio da dor em indivíduos com diversas condições de saúde (Soto-Varela A, et al., 2016). A FA baseia-se na realização de movimentos e tarefas em meio aquático, nem sempre passíveis de realização em meio terrestre (Avelar IS et al., 2018). Objetivos: Caracterizar a saúde global, as expectativas, a capacidade funcional do membro superior e a perceção funcional da amostra; analisar a correlação e previsão de constrangimentos num programa de FA. Material e Métodos: Estudo de coorte, amostra por 78 mulheres e 30 homens, com idade média (DP) de 66,30 (6,67) e 67,43 (7,15) anos, responderam a questionários sobre dados sociodemográficos, principais problemas de saúde, expectativas, satisfação com programa, escala de incapacidade de braço, ombro e mão (DASH) e escala de perceção funcional (EPF) (Graca, M. et al., 2019). Na análise estatística, o teste de distribuição, revela-se não normal apenas para as variáveis da altura, do peso e da IMC[i]. Os testes de média, desvio padrão, percentagem, de correlação e a regressão linear foram realizados na SPSS. Estudo aprovado no CE[ii] e na CNPD[iii]. Resultados: Os resultados apresentam forte correlação (0,708**[iv]) entre a DASH e a EPF, e também entre a EPF e os principais problemas de saúde DM2[v], HTA[vi], uso de mais de quatro medicamentos e medo de quedas (0.543**). As maiores expectativas da amostra são promover o bem-estar e o relaxamento. Como fatores preditivos de constrangimentos à funcionalidade, a regressão indicou valores significativos para o IMC, a osteoartrite e o medo de quedas. Conclusões: As condições de DM2, HTA, uso de mais de quatro medicamentos e medo de quedas mostram forte relação com a funcionalidade e incapacidade do membro superior, reforçando o medo de quedas como um fator preditivo de maiores dificuldades de intervenções em FA.

 

[i] Índice de massa corporal

[ii] Comissão de Ética do Hospital Dr. Francisco Zagalo de Ovar (12/07/2017-CE)

[iii] Comissão Nacional de Proteção de Dados (nº. 7103/2017)

[iv] ** Correlação com significado a 0.01

 

[v] Diabetes Mellitus tipo 2

[vi] Hipertensão arterial

Publicado

2024-01-15

Como Citar

Fisioterapia aquática centrada na pessoa maior de 60 anos com incapacidade funcional do membro superior. (2024). RevSALUS - Revista Científica Internacional Da Rede Académica Das Ciências Da Saúde Da Lusofonia, 5(Supii), 46-47. https://doi.org/10.51126/revsalus.v5iSupii.710

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