Padrões epigenéticos das DNMTs e alterações estruturais da retina na Degenerescência Macular da Idade
DOI:
https://doi.org/10.51126/revsalus.v8i1.1181Palavras-chave:
Degenerescência Macular da Idade; Complexo de Células Ganglionares; Coróide; Epigenética; DNA MetiltransferasesResumo
Introdução: A DMI é uma das principais causas de perda visual irreversível em idosos, com opções terapêuticas limitadas nas fases não avançadas, destacando a necessidade de identificar biomarcadores eficazes. Alterações epigenéticas, como a expressão das DNMT’s, têm sido implicadas na DMI, mas a sua relação com mudanças estruturais na Coróide e no GCL+IPL permanece pouco explorada.
Objetivo: Descrever e correlacionar a expressão genética de modeladores epigenéticos (DNMT1, DNMT3A e DNMT3B) com a espessura da Coróide e GCL+IPL, obtida através do SD-OCT em diferentes estádios de DMI.
Material e Métodos: Estudo transversal com 34 doentes distribuídos por DMI precoce (n=4), intermédia (n=13), atrófica (n=5) e neovascular (n=12). A expressão génica das DNMTs foi quantificada em sangue periférico. Foram avaliadas medidas funcionais (BCVA) e estruturais (RNFL, GCL, GCL+IPL, CRT, coroide) através de SD-OCT.
Resultados: Na DMI atrófica, observou-se downregulation significativa de todas DNMTs em comparação com fases precoce, intermédia e neovascular (p<0,05). Em contraste, verificou-se tendência para upregulation na DMI neovascular. Na DMI intermédia, níveis mais elevados de DNMT1 correlacionaram-se positivamente com espessura da GCL e do GCL+IPL central (p<0,05), enquanto DNMT3A e DNMT3B apresentaram correlações negativas com RNFL central e BCVA (p<0,05). Na DMI neovascular, a expressão de DNMT1 correlacionou-se negativamente com GCL e GCL+IPL.
Conclusão: Fenótipos avançados da DMI apresentam padrões epigenéticos distintos, refletindo mecanismos patológicos diferenciados. A integração de biomarcadores epigenéticos e de imagem poderá contribuir para uma melhor estratificação da doença.
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